Uma transportadora brasileira — frota de ~150 veículos, mais de 10.000 viagens e 20.000 CT-es emitidos por mês — operava com dados espalhados em sistemas que não conversavam: o TMS para fretes e romaneios, a telemetria de frota para rastreamento e o ERP para o financeiro. A visão consolidada da operação vivia em planilhas montadas à mão, com até 7 dias de defasagem.
Cliente anonimizado a pedido.
O desafio
- Cruzar telemetria com TMS era um pesadelo manual: as placas mudavam de ID no rastreador constantemente e as datas de início e fim de viagem raramente batiam entre os sistemas.
- Custo por km, ocupação de frota e SLA de entrega calculados manualmente; a diretoria recebia relatórios em planilha com até 7 dias de defasagem.
- Horas preciosas de analistas dedicadas apenas a montar tabelas dinâmicas — não a analisar a operação.
A solução
A Meta Dados integrou as fontes e entregou o Metabase self-hosted como camada única de visualização:
- Integração — pipelines automatizados conectando TMS, telemetria e ERP em um banco analítico central, com o de-para de veículos e a conciliação de viagens resolvidos na carga.
- Modelagem — camada unificando viagem, frete, veículo e motorista, com a "viagem" como grão central.
- Governança — no Metabase open source, cada filial é uma conexão isolada (schema próprio no data warehouse), com grupos e permissões por coleção mapeando quem acessa o quê: o gestor de cada unidade enxerga estritamente os dados da sua operação, enquanto a diretoria acompanha o consolidado de toda a frota em dashboards executivos.
- Dashboards — operação (viagens em andamento, ocupação, pontualidade) e financeiro (custo por km, margem por rota e cliente, conciliação de frete).
Resultados
Redução drástica do tempo de tomada de decisão: indicadores de custo por quilômetro rodado, taxa de ocupação da frota e pontualidade de entrega saíram de planilhas com dias de defasagem e passaram a ser acompanhados diariamente. O handover foi completo — hoje o time interno da transportadora cria as próprias perguntas no Metabase de forma independente, com a Meta Dados no suporte especializado contínuo e nas evoluções da plataforma.
A stack
TMS · telemetria de frota · PostgreSQL · Metabase self-hosted · Python.
Por que Metabase
Self-hosted e open source — o dado operacional sensível fica na infraestrutura do cliente; conexões isoladas e permissões por grupo para segregar unidades de negócio; e uma curva de aprendizado que permitiu ao próprio time da transportadora criar suas perguntas depois do handover.
Perguntas frequentes
Precisa trocar o TMS ou a telemetria para ter o BI?
Não. O trabalho é integrar as fontes que a operação já tem — TMS, telemetria e ERP — em uma camada analítica única. Os sistemas de origem continuam como estão.
Por que cruzar telemetria com TMS?
Cada sistema sabe uma parte. A telemetria sabe onde o veículo esteve; o TMS sabe o que foi planejado e cobrado. Cruzados, respondem quanto custou cada rota de verdade e onde a operação perde margem.