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Como integrar SASCAR ou Autotrac ao seu TMS (sem digitação dupla)

A posição já existe. Falta ela chegar onde a decisão acontece.
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Hoje a operação trabalha com duas verdades. A telemetria mostra onde o caminhão está, a que velocidade anda, se o motorista parou para descansar. O TMS mostra a carga, o cliente, o frete e o prazo. Entre as duas telas existe uma pessoa com um teclado, copiando número de placa, horário de chegada e jornada de uma janela para a outra. É lento, é caro e, pior, está errado uma boa parte do tempo.

Este guia explica como ligar a sua plataforma de rastreamento — SASCAR, Autotrac, Omnilink e similares — diretamente ao TMS, para que a posição, a jornada e os eventos cheguem sozinhos. Sem redigitação, sem planilha no meio do caminho. É um texto de quem faz isso na prática: o que dá para automatizar, onde as integrações costumam quebrar e qual o primeiro passo concreto.

O problema real: telemetria numa tela, TMS noutra

O sintoma é sempre o mesmo. Um analista abre o portal da SASCAR ou da Autotrac, olha o mapa, anota a chegada do veículo na doca e digita esse horário no TMS para baixar a viagem. À tarde, abre de novo para fechar a jornada do motorista — horas de direção, paradas, refeição — e transcreve para a folha. No fim do mês, alguém cruza tudo isso à mão para o faturamento e para o eSocial.

Cada transcrição é uma chance de erro. Um horário trocado vira uma jornada irregular no papel. Uma placa digitada errado vira uma viagem órfã. E o custo invisível é o tempo: duas, três horas por dia de gente cara fazendo trabalho de copiar e colar. A informação já existe — ela só não atravessa de um sistema para o outro.

Como a integração funciona, em termos simples

Plataformas de telemetria sérias expõem uma API: um endereço de onde o seu TMS pode buscar os dados de forma programática, sem ninguém olhando a tela. SASCAR, Autotrac, Omnilink, Onixsat e Cobli oferecem isso. O trabalho de integração é construir a ponte entre essa API e o seu TMS — seja ele Rodopar, Sankhya, TOTVS ou um sistema próprio.

Na prática, a ponte faz três coisas:

É o oposto de um robô que mexe na tela fingindo ser uma pessoa. É sistema conversando com sistema, pela porta que cada um já oferece.

O que dá para automatizar de verdade

Não é tudo ou nada. Dá para começar por um ponto e expandir. O que normalmente flui da telemetria para o TMS:

Com esses dados dentro do TMS, o passo seguinte é natural: jogar tudo num painel de Power BI e finalmente ter indicadores de SLA, ociosidade e cumprimento de jornada que se atualizam sozinhos.

Os erros comuns (e como evitá-los)

Integração de telemetria parece simples até o segundo mês. Os tropeços que mais vemos:

E a operação? Precisa parar para integrar?

Não. A integração lê e escreve em paralelo à rotina — ninguém precisa apagar o caminhão da estrada ou suspender o faturamento. O portal da telemetria continua funcionando exatamente como antes; a ponte apenas passa a copiar o que importa para o TMS.

O caminho saudável é por etapas. Sobe-se a integração lendo os dados sem gravar, compara-se com o que a equipe digita à mão por alguns dias e só então liga-se a gravação automática. Quando a confiança chega, o trabalho manual desliga sozinho — porque já não faz diferença. A tecnologia desaparece para que o seu negócio apareça.

Como começar

Antes de escrever qualquer integração, três perguntas resolvem 80% do projeto:

Com isso na mão, um piloto pequeno — uma frota, um cliente, um tipo de evento — prova o valor em semanas, não em meses. É exatamente o que entregamos no diagnóstico gratuito: mapeamos a telemetria, o TMS e o caminho mais curto entre os dois.

Sistemas que conectamos aqui

Perguntas frequentes

Dá para integrar a SASCAR (ou a Autotrac) com o Rodopar?

Sim. Tanto a SASCAR quanto a Autotrac expõem API, e o Rodopar tem pontos de entrada para receber posição, eventos e jornada. A ponte busca os dados da telemetria, casa placa e viagem com o cadastro do Rodopar e grava sem ninguém digitar. É um dos cenários mais comuns que integramos.

Quanto tempo leva para integrar a telemetria ao TMS?

Um piloto focado — uma frota, um tipo de evento, como a chegada por geocerca — costuma ficar de pé em poucas semanas. A integração completa, com jornada, eventos e painel, depende do número de fontes e do estado do cadastro, mas trabalhamos em etapas para que a operação veja valor desde o primeiro mês.

Preciso parar a operação para fazer a integração?

Não. A ponte roda em paralelo à rotina e o portal da telemetria continua funcionando normalmente. Subimos primeiro em modo leitura, comparamos com o trabalho manual por alguns dias e só então ligamos a gravação automática. Nenhum caminhão sai da estrada e o faturamento não para.

Quais dados sincronizam entre o rastreador e o TMS?

Posição e velocidade, entradas e saídas de geocerca (chegada e saída de clientes e CDs), jornada do motorista (direção, paradas, refeição, descanso), alertas como excesso de velocidade e desvio de rota, além de hodômetro e horímetro. Você escolhe por onde começar e expande conforme a confiança aparece.

A integração serve para o controle de jornada e o eSocial?

Sim, e costuma ser a maior economia. A telemetria já registra início de jornada, direção, paradas e descanso. Levar isso para o THs de forma estruturada elimina a transcrição manual e dá uma base limpa para o controle de jornada e o eSocial, com muito menos risco de jornada irregular por erro de digitação.

Por que não usar um robô que copia da tela em vez de uma integração por API?

Robô de tela quebra a cada atualização do portal e é frágil por natureza. Quando a plataforma oferece API — caso de SASCAR, Autotrac, Omnilink e Onixsat — o caminho certo é sistema conversando com sistema, pela porta oficial. É mais estável, mais rápido e não depende de ninguém estar com a janela aberta.

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